Vanderlan Bolzani

<strong>Origem e motivações</strong> Santa Rita, cidade histórica, pioneira dos engenhos canavieiros e conhecida como “cidade das águas minerais”, na região metropolitana de João Pessoa, na Paraíba, foi onde nasceu Vanderlan. Primogênita dentre cinco irmãs e um irmão, filha de Maria de...

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Formato: Online
Publicado em: 2025
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Acesso em linha:https://canalciencia.ibict.br/historia-das-ciencias/cientista?item_id=29354
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Resumo:<strong>Origem e motivações</strong> Santa Rita, cidade histórica, pioneira dos engenhos canavieiros e conhecida como “cidade das águas minerais”, na região metropolitana de João Pessoa, na Paraíba, foi onde nasceu Vanderlan. Primogênita dentre cinco irmãs e um irmão, filha de Maria de Lourdes Alves de Oliveira, uma descendente de portugueses que se casou com um descendente de indígenas, provavelmente do povo Tabajara, Severino José da Silva, conhecido como Tubira. Seu pai, mecânico autodidata de motores a diesel, desde cedo, exerceu influência sobre o amor de Vanderlan pela natureza e, segundo ela própria constatou, anos mais tarde, o ativismo da origem indígena dele certamente contribuiu para suas escolhas futuras de estudar a Ciência Natural. A mãe bordava colchas, vestidos e fazia à mão bordados portugueses, para ajudar no orçamento familiar. Seus pais priorizavam a educação formal dos filhos e se empenhavam em proporcionar estudo de qualidade para todos (Moura; Zorzetto, 2014; QuiMinas, 2020; Lima, 2025). Quando Vanderlan tinha 6 anos de idade, sua família se mudou para a Praia Formosa, em Cabedelo, PB, em razão do trabalho de seu pai, como supervisor de obras do quebra-mar. Mesmo tendo sido por um breve período, o lugar despertou na menina santa-ritense uma grande paixão pela Natureza e atiçou sua curiosidade em torno do ambiente que a cercava, desencadeando questionamentos sobre o mar, o vento e as plantas. Ali foi alfabetizada, à beira-mar, na Escola da Colônia de Pescadores (Bolzani, 1996). Estudiosa, irrequieta, responsável e persistente, Vanderlan tinha um comportamento fora do padrão desde muito pequena. Não gostava de brincar de casinha ou de bonecas. Gostava mesmo era das brincadeiras de menino, como bolinhas de gude, que a intrigavam sobre os fenômenos do movimento. Certa feita, queria participar de uma procissão vestida de vermelho, sendo contrariada pela mãe e obrigada a usar um vestido rosa. Pela cor preferida e intensidade nas atitudes, foi apelidada pelos íntimos de “Pimenta” (Bolzani, 1996; QuiMinas, 2020). A infância foi intensa e feliz, ao lado dos pais e dos cinco irmãos, entre brincadeiras de infância no mar, pescarias em família e constantes visitas ao sítio dos avós paternos, Francisco Ferreira Maia e Severina Cosma Generosa, a doce e carinhosa Dindinha, descendente de indígena, com quem a menina Vanda – apelido de criança – aprendeu a importância de se respeitar a natureza e preservá-la. Com ela, Vanderlan aprendeu sobre plantas “do bem” e “do mal” em passeios exploratórios pelo mato, junto com os irmãos. Nesses passeios, Vanderlan, muito atenta e curiosa, ficava ao lado da avó, perguntava tudo e queria saber detalhes. A sucessão de “chamados da natureza” se repetia com frequência ao longo de sua trajetória e Vanderlan relata isso com orgulho e prazer. Relembra com carinho a pintura corporal que a Dindinha fazia nos netos com pigmentos naturais extraídos de plantas como urucum, em abundância no sítio (Lima, 2025).