A Dengue no Distrito Federal e os desafios em meio à pandemia
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| Formato: | Online |
| Publicado em: |
2024
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dengue pandemias covid-19 Raissa Mirella dos Santos Cunha da Costa Renato Kennedy Souza Araújo Valéria Cristina de Araújo Frota Larissa Lorrane Silva de Oliveira Vitoria Aparecida de Souza e Silva Luiza Gabrielle Silva da Costa Geisiele Elienay Praga Mota Gabriela Moreira de Souza Amanda Dourado de Lucena Adriano Rios da Silva Krain Santos de Melo Nara Rúbia Souza A Dengue no Distrito Federal e os desafios em meio à pandemia |
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A dengue é uma doença febril aguda transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, acarretando hemorragias e pode até levar à morte? O objetivo desta pesquisa foi analisar como a dengue se comportou no Distrito Federal, antes e durante a pandemia de Covid-19. |
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A análise da dengue no Distrito Federal foi essencial para entender-se as dinâmicas de transmissão da doença e suas interações com a pandemia de Covid-19. Ela forneceu uma visão detalhada do aumento de casos no contexto da crise sanitária global, revelando falhas no controle do vetor e na implementação de medidas preventivas. Os dados obtidos mostraram como a pandemia sobrecarregou os sistemas de saúde e desviou as atenções das autoridades sanitárias para o enfrentamento da Covid-19, agravando o quadro de ocorrência da dengue.
Outro aspecto relevante constatado foi que a maioria dos focos do Aedes aegypti se encontravam em ambientes domésticos, destacando-se, assim a necessidade de ações educativas e de conscientização contínuas. Cerca de 90% dos focos da doença, encontram-se em áreas residenciais, o que enfatiza a importância do engajamento da população na prevenção da Dengue. Além disso, a presença de todos os quatro sorotipos de dengue no DF, aumenta o risco de surtos em anos subsequentes.
A análise histórica das epidemias também é significativa, pois revela que o DF enfrentou diversas ondas de dengue, com surtos recorrentes, sugerindo que o controle do vetor ainda se mostra insuficiente. O presente estudo foi crucial para nortear o desenvolvimento de políticas públicas mais eficazes e para o aprimoramento do planejamento no enfrentamento de surtos futuros. Em um contexto de saúde pública, as conclusões ora apresentadas, servirão como base para intervenções tanto no DF, quanto em outras regiões endêmicas do Brasil, reforçando-se a importância da colaboração entre a população e os gestores públicos para a promoção da saúde preventiva. A dengue é uma doença febril aguda transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, que pode se manifestar de forma mais branda ou mais grave, acarretando hemorragias e até levar à morte. É uma doença de notificação compulsória; por isso é importante que qualquer suspeita seja reportada ao Serviço de Vigilância Epidemiológica mais próximo, garantindo assim uma resposta rápida e eficaz a fim de evitar surtos e epidemias. O objetivo desta pesquisa foi analisar como a dengue se comportou no Distrito Federal, antes e durante a pandemia de Covid-19, destacando-se a importância das ações do governo, bem como a participação da comunidade quanto ao combate e prevenção da doença. Com o advento da pandemia de Covid-19, desviou-se a atenção para esse novo vírus, porém negligenciaram-se outras doenças de não somenos importância entre elas, a dengue. Isso resultou em um aumento de casos em 22,7%, se comparado ao ano de 2019 (Santos, 2020). A prevenção, o controle e a conscientização da população são cruciais para o combate à dengue, para isso faz-se necessária uma abordagem integrada que inclua vigilância epidemiológica, ações governamentais e envolvimento comunitário. A pesquisa sugeriu que, com ações conjuntas e informações acessíveis, seria possível enfrentar a dengue mesmo durante crises de saúde pública, tais como a provocada pelo coronavírus. A investigação foi realizada no Distrito Federal (DF), que conta, atualmente, com 33 regiões administrativas e uma população de aproximadamente 2,97 milhões de habitantes. Trata-se de um estudo epidemiológico de natureza descritiva e explicativa, no qual foram analisados dados de 2015 a 2020. As informações foram obtidas por meio de boletins epidemiológicos da Secretaria de Saúde do DF e artigos acadêmicos que abordam a dengue e sua interação com a pandemia de Covid-19. O foco principal da pesquisa foi o aumento expressivo dos casos de dengue em 2020 e que registrou um incremento de 22,7% em relação ao ano anterior. Em 2019, foram registrados 37.613 casos, enquanto em 2020 esse número subiu para 46.145. Durante o período analisado, os subtipos DenV-1 e DenV-2 se mostraram os mais prevalentes no DF. Também foram mapeadas as regiões com maior incidência da doença, tais como: o Sudoeste, Octogonal, Cruzeiro, Lago Sul, Ceilândia e Samambaia. Até a Semana Epidemiológica de 2020, foram confirmados 44 óbitos e 69 casos graves associados à dengue. Além disso, a análise concentrou-se nas condições que favoreceram a proliferação do mosquito Aedes aegypti, quais sejam: o grande acúmulo de resíduos urbanos e a deficiência no saneamento básico. O controle vetorial foi ainda mais desafiado pela pandemia de Covid-19, o que pode ter contribuído para o aumento dos casos. Dados históricos sobre o comportamento da doença entre 2002 e 2017, com 82 epidemias registradas, também enriqueceram as conclusões. A partir dessas informações, foram propostas estratégias para aprimorar o controle da doença e as políticas públicas de saúde, com ênfase na prevenção, no controle do vetor e na conscientização da população. |
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Centro Universitário LS |
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2024 |
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2024-12-18 |
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291132025-10-09T14:35:20Z1[CeS] Textos de divulgação30208Ciência em Síntese A Dengue no Distrito Federal e os desafios em meio à pandemia Raissa Mirella dos Santos Cunha da Costa Renato Kennedy Souza Araújo Valéria Cristina de Araújo Frota Larissa Lorrane Silva de Oliveira Vitoria Aparecida de Souza e Silva Luiza Gabrielle Silva da Costa Geisiele Elienay Praga Mota Gabriela Moreira de Souza Amanda Dourado de Lucena Adriano Rios da Silva Krain Santos de Melo Nara Rúbia Souza dengue pandemias covid-19 Centro Universitário LS 2024-12-18 IMAGEM DA CAPA vignette : https://repositorio.canalciencia.ibict.br/files/large/b6467c39b52d3156723b429a94ad5bc20f0ca395.jpg A análise da dengue no Distrito Federal foi essencial para entender-se as dinâmicas de transmissão da doença e suas interações com a pandemia de Covid-19. Ela forneceu uma visão detalhada do aumento de casos no contexto da crise sanitária global, revelando falhas no controle do vetor e na implementação de medidas preventivas. Os dados obtidos mostraram como a pandemia sobrecarregou os sistemas de saúde e desviou as atenções das autoridades sanitárias para o enfrentamento da Covid-19, agravando o quadro de ocorrência da dengue. Outro aspecto relevante constatado foi que a maioria dos focos do Aedes aegypti se encontravam em ambientes domésticos, destacando-se, assim a necessidade de ações educativas e de conscientização contínuas. Cerca de 90% dos focos da doença, encontram-se em áreas residenciais, o que enfatiza a importância do engajamento da população na prevenção da Dengue. Além disso, a presença de todos os quatro sorotipos de dengue no DF, aumenta o risco de surtos em anos subsequentes. A análise histórica das epidemias também é significativa, pois revela que o DF enfrentou diversas ondas de dengue, com surtos recorrentes, sugerindo que o controle do vetor ainda se mostra insuficiente. O presente estudo foi crucial para nortear o desenvolvimento de políticas públicas mais eficazes e para o aprimoramento do planejamento no enfrentamento de surtos futuros. Em um contexto de saúde pública, as conclusões ora apresentadas, servirão como base para intervenções tanto no DF, quanto em outras regiões endêmicas do Brasil, reforçando-se a importância da colaboração entre a população e os gestores públicos para a promoção da saúde preventiva. A dengue é uma doença febril aguda transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, que pode se manifestar de forma mais branda ou mais grave, acarretando hemorragias e até levar à morte. É uma doença de notificação compulsória; por isso é importante que qualquer suspeita seja reportada ao Serviço de Vigilância Epidemiológica mais próximo, garantindo assim uma resposta rápida e eficaz a fim de evitar surtos e epidemias. O objetivo desta pesquisa foi analisar como a dengue se comportou no Distrito Federal, antes e durante a pandemia de Covid-19, destacando-se a importância das ações do governo, bem como a participação da comunidade quanto ao combate e prevenção da doença. Com o advento da pandemia de Covid-19, desviou-se a atenção para esse novo vírus, porém negligenciaram-se outras doenças de não somenos importância entre elas, a dengue. Isso resultou em um aumento de casos em 22,7%, se comparado ao ano de 2019 (Santos, 2020). A prevenção, o controle e a conscientização da população são cruciais para o combate à dengue, para isso faz-se necessária uma abordagem integrada que inclua vigilância epidemiológica, ações governamentais e envolvimento comunitário. A pesquisa sugeriu que, com ações conjuntas e informações acessíveis, seria possível enfrentar a dengue mesmo durante crises de saúde pública, tais como a provocada pelo coronavírus. A investigação foi realizada no Distrito Federal (DF), que conta, atualmente, com 33 regiões administrativas e uma população de aproximadamente 2,97 milhões de habitantes. Trata-se de um estudo epidemiológico de natureza descritiva e explicativa, no qual foram analisados dados de 2015 a 2020. As informações foram obtidas por meio de boletins epidemiológicos da Secretaria de Saúde do DF e artigos acadêmicos que abordam a dengue e sua interação com a pandemia de Covid-19. O foco principal da pesquisa foi o aumento expressivo dos casos de dengue em 2020 e que registrou um incremento de 22,7% em relação ao ano anterior. Em 2019, foram registrados 37.613 casos, enquanto em 2020 esse número subiu para 46.145. Durante o período analisado, os subtipos DenV-1 e DenV-2 se mostraram os mais prevalentes no DF. Também foram mapeadas as regiões com maior incidência da doença, tais como: o Sudoeste, Octogonal, Cruzeiro, Lago Sul, Ceilândia e Samambaia. Até a Semana Epidemiológica de 2020, foram confirmados 44 óbitos e 69 casos graves associados à dengue. Além disso, a análise concentrou-se nas condições que favoreceram a proliferação do mosquito Aedes aegypti, quais sejam: o grande acúmulo de resíduos urbanos e a deficiência no saneamento básico. O controle vetorial foi ainda mais desafiado pela pandemia de Covid-19, o que pode ter contribuído para o aumento dos casos. Dados históricos sobre o comportamento da doença entre 2002 e 2017, com 82 epidemias registradas, também enriqueceram as conclusões. A partir dessas informações, foram propostas estratégias para aprimorar o controle da doença e as políticas públicas de saúde, com ênfase na prevenção, no controle do vetor e na conscientização da população. Dengue fever in the Federal District, and the challenges in the midst of the pandemic A dengue é uma doença febril aguda transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, acarretando hemorragias e pode até levar à morte? O objetivo desta pesquisa foi analisar como a dengue se comportou no Distrito Federal, antes e durante a pandemia de Covid-19. 2024-12-18 https://rsdjournal.org/index.php/rsd/article/view/24588 Ciências Biológicas Costa (2024) A investigação foi realizada no Distrito Federal (DF), que conta, atualmente, com 33 regiões administrativas e uma população de aproximadamente 2,97 milhões de habitantes. Trata-se de um estudo epidemiológico de natureza descritiva e explicativa, no qual foram analisados dados de 2015 a 2020. As informações foram obtidas por meio de boletins epidemiológicos da Secretaria de Saúde do DF e artigos acadêmicos que abordam a dengue e sua interação com a pandemia de Covid-19. O foco principal da pesquisa foi o aumento expressivo dos casos de dengue em 2020 e que registrou um incremento de 22,7% em relação ao ano anterior. Em 2019, foram registrados 37.613 casos, enquanto em 2020 esse número subiu para 46.145. Durante o período analisado, os subtipos DenV-1 e DenV-2 se mostraram os mais prevalentes no DF. Também foram mapeadas as regiões com maior incidência da doença, tais como: o Sudoeste, Octogonal, Cruzeiro, Lago Sul, Ceilândia e Samambaia. Até a Semana Epidemiológica de 2020, foram confirmados 44 óbitos e 69 casos graves associados à dengue. Além disso, a análise concentrou-se nas condições que favoreceram a proliferação do mosquito Aedes aegypti, quais sejam: o grande acúmulo de resíduos urbanos e a deficiência no saneamento básico. O controle vetorial foi ainda mais desafiado pela pandemia de Covid-19, o que pode ter contribuído para o aumento dos casos. Dados históricos sobre o comportamento da doença entre 2002 e 2017, com 82 epidemias registradas, também enriqueceram as conclusões. 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