Estudo busca desenvolver tratamento e produzir anticorpos contra a Covid-19 em laboratório
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2023
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[CeS] Textos de divulgação Ciência em Síntese |
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covid-19 plasma anticorpos Giulia Engel Accorsi Andre Moraes Nicola Adrielle Veloso Caixeta Ana Catarina Laboissière Vasconcelos Anne Rodrigues Ferreira Antônia Arnóbia Viana Lima de Azambuja Bárbara Albuquerque Berçot Bárbara Maciel Sidou Pimentel Brenda Paula Pires e Souza Ciro Martins Gomes Cleandro Pires Albuquerque Cristiana Soares dos Santos de Morais Diane Sthefany Lima de Oliveira Fábio de França Martins Fernando Araujo Rodrigues de Oliveira Flávia Dias Xavier Francielle Pulcinelli Martins Gustavo Adolfo Sierra Romero Heidi Luise Schulte Hervaldo Sampaio Carvalho Joana D'arc Gonçalves da Silva João Eudes Filho Jórdan Barros da Silva Juan Fernando Riasco Palacios Kaio César de Melo Gorgonha Licia Maria Henrique da Mota Lucas Luiz Vieira Maíra Rocha Machado de Carvalho Manoela Vieira Gomes da Costa Nathane Carolina Vieira de Sales Nazareth Fabíola Rocha Setúbal Patricia Shu Kurizky Paulo Henrique Ramos Feitosa Rafaela Seixas Ivo Rodrigo Aires Ulysses Rodrigues de Castro Vanuza Cristina Lima Sá Verenice Paredes Wendel dos Santos Furtado Estudo busca desenvolver tratamento e produzir anticorpos contra a Covid-19 em laboratório |
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Giulia Engel Accorsi Andre Moraes Nicola Adrielle Veloso Caixeta Ana Catarina Laboissière Vasconcelos Anne Rodrigues Ferreira Antônia Arnóbia Viana Lima de Azambuja Bárbara Albuquerque Berçot Bárbara Maciel Sidou Pimentel Brenda Paula Pires e Souza Ciro Martins Gomes Cleandro Pires Albuquerque Cristiana Soares dos Santos de Morais Diane Sthefany Lima de Oliveira Fábio de França Martins Fernando Araujo Rodrigues de Oliveira Flávia Dias Xavier Francielle Pulcinelli Martins Gustavo Adolfo Sierra Romero Heidi Luise Schulte Hervaldo Sampaio Carvalho Joana D'arc Gonçalves da Silva João Eudes Filho Jórdan Barros da Silva Juan Fernando Riasco Palacios Kaio César de Melo Gorgonha Licia Maria Henrique da Mota Lucas Luiz Vieira Maíra Rocha Machado de Carvalho Manoela Vieira Gomes da Costa Nathane Carolina Vieira de Sales Nazareth Fabíola Rocha Setúbal Patricia Shu Kurizky Paulo Henrique Ramos Feitosa Rafaela Seixas Ivo Rodrigo Aires Ulysses Rodrigues de Castro Vanuza Cristina Lima Sá Verenice Paredes Wendel dos Santos Furtado |
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Essa pesquisa buscou criar um tratamento para a Covid-19, a partir da utilização de anticorpos doados por pessoas que já haviam contraído a doença, além de desenvolver um processo para a produção desses anticorpos em laboratório. |
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Ao desenvolverem o estudo, os pesquisadores desejavam encontrar soluções rápidas e eficazes para o tratamento da Covid-19, pois, na época, não havia vacinas e nem qualquer tratamento específico contra a doença. Assim, era importante investir em investigações que buscassem desenvolver ferramentas para minimizar o sofrimento causado pela Covid-19. A aplicação de técnicas de engenharia genética para produção de anticorpos contra o SARS-CoV-2 em laboratório foi bem-sucedida. Foram obtidos mais de 200 tipos diferentes de anticorpos, dos quais sete vem sendo estudados mais detalhadamente pela equipe. Os pesquisadores também estão buscando obter uma patente para este último esforço, para continuar desenvolvendo ferramentas de terapia e diagnóstico da Covid-19. Outros grupos de pesquisa também estavam realizando ensaios clínicos para testar o efeito do plasma de convalescentes no tratamento da Covid-19 naquele momento. Assim, formou-se uma colaboração internacional que uniu oito estudos similares de cinco países diferentes: Brasil, Estados Unidos, Bélgica, Espanha e Índia. Essa colaboração, batizada de COMPILE, permitiu o compartilhamento de dados entre todas as equipes, o que aumentou a quantidade de informações analisadas e colocou em contato pesquisadores e profissionais da saúde de diversos locais e instituições, incentivando outras colaborações científicas. Quando alguém é infectado pelo vírus transmissor da doença Covid-19, o SARS-CoV-2, leva certo tempo para que seu sistema imunológico comece a combater o microrganismo. Enquanto isso, a pessoa começa a desenvolver os sintomas da doença, os quais podem ser bastante graves. Em vista disso, esta pesquisa procurou entender se pacientes recém-infectados com a Covid-19 poderiam ser tratados com anticorpos doados por pessoas que já haviam contraído a doença, a fim de evitar que sinais mais graves dela se manifestassem. O tratamento desenvolvido pelos/as pesquisadores/as envolveu a doação do que chamamos de “plasma sanguíneo”. O plasma sanguíneo é a parte líquida do sangue, enquanto que as células sanguíneas (leucócitos, hemácias e plaquetas) constituem sua parte sólida. É o plasma que carrega uma série de substâncias importantes para o nosso corpo, a exemplos de nutrientes, toxinas, moléculas de sinalização, como os hormônios, e de defesa, como os anticorpos. Os anticorpos são proteínas produzidas pelo sistema imunológico, que participam dos processos de defesa contra microrganismos causadores de doenças, incluindo o vírus SARS-CoV-2. Pessoas convalescentes de Covid-19, ou seja, que tiveram a doença e se recuperaram, têm em seu plasma sanguíneo uma quantidade considerável de anticorpos contra o SARS-CoV-2. Assim, os/as cientistas que desenvolveram este estudo tinham duas hipóteses: a primeira, de que esses anticorpos poderiam ser utilizados para tratar pessoas que estivessem na fase inicial da doença. E a segunda, de que eles poderiam ser produzidos em grande escala no laboratório, com o auxílio de algumas técnicas de engenharia genética. Mas é importante frisar que esse não foi o único estudo que buscou entender se e como o plasma de convalescentes poderia ajudar no desenvolvimento de uma terapia para a Covid-19 – algumas investigações nesse sentido já haviam sido desenvolvidas e outras encontravam-se em curso. Efeitos do tratamento com plasma no combate à Covid-19 Os membros da equipe montaram um protocolo para a pesquisa – algo parecido com um passo a passo – o qual deveria ser seguido à risca por todos. Esse protocolo precisou ser avaliado e aprovado por um comitê de ética – etapa muito importante e que deve estar presente em todas as pesquisas científicas que envolvem seres humanos e outros animais. Essa aprovação pelo comitê garante que os participantes da pesquisa, que são voluntários, tenham seus direitos protegidos. Depois disso, recrutaram-se pessoas que haviam se recuperado da Covid-19 dispostas a doar parte de seu plasma sanguíneo. Entre as cerca de 400 (quatrocentas) pessoas que se registraram, apenas 22 (vinte e duas) foram selecionadas, porque, além de terem contraído a Covid-19, os doadores de plasma precisavam atender a todas as condições básicas para doar sangue. Por fim, o plasma doado foi congelado para ser utilizado na etapa seguinte da pesquisa. Na fase seguinte, recrutaram-se pessoas com Covid-19 dispostas a participar do estudo e que estivessem em estágio inicial da doença (com no máximo dez dias decorridos do início de seus sintomas). Por meio de um sorteio, 34 pacientes foram selecionados e divididos em dois grupos. Os do grupo controle só receberam o tratamento padrão para a Covid-19 e os do grupo tratado receberam, além do tratamento padrão, uma transfusão de plasma de convalescentes. Depois de comparar os resultados obtidos em cada um dos grupos e esses com resultados de outros estudos sobre o assunto, os/as pesquisadores/as concluíram que o tratamento com o plasma de convalescentes só possuía eficácia em duas situações. A primeira, quando administrado em pacientes com alto risco de desenvolver as formas graves da Covid-19, ou seja, pessoas imunossuprimidas, idosas ou com certas comorbidades. A segunda, quando o tratamento era administrado até o quinto dia depois do aparecimento dos primeiros sintomas. Em paralelo aos testes com o plasma, buscou-se produzir anticorpos contra o SARS-CoV-2 em laboratório. Para isso, o material genético das células produtoras de anticorpos presentes no plasma dos doadores convalescentes foi coletado e dele extraiu-se a parte que desempenhava especificamente essa função de produção de anticorpos. Em seguida, o material foi inserido em vírus específicos, os quais passaram, então, a produzir os anticorpos. Por fim, aqueles que atuam especificamente na defesa do SARS-CoV-2 foram isolados e reproduzidos em grandes quantidades. |
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Assim, era importante investir em investigações que buscassem desenvolver ferramentas para minimizar o sofrimento causado pela Covid-19. A aplicação de técnicas de engenharia genética para produção de anticorpos contra o SARS-CoV-2 em laboratório foi bem-sucedida. Foram obtidos mais de 200 tipos diferentes de anticorpos, dos quais sete vem sendo estudados mais detalhadamente pela equipe. Os pesquisadores também estão buscando obter uma patente para este último esforço, para continuar desenvolvendo ferramentas de terapia e diagnóstico da Covid-19. Outros grupos de pesquisa também estavam realizando ensaios clínicos para testar o efeito do plasma de convalescentes no tratamento da Covid-19 naquele momento. Assim, formou-se uma colaboração internacional que uniu oito estudos similares de cinco países diferentes: Brasil, Estados Unidos, Bélgica, Espanha e Índia. Essa colaboração, batizada de COMPILE, permitiu o compartilhamento de dados entre todas as equipes, o que aumentou a quantidade de informações analisadas e colocou em contato pesquisadores e profissionais da saúde de diversos locais e instituições, incentivando outras colaborações científicas. Quando alguém é infectado pelo vírus transmissor da doença Covid-19, o SARS-CoV-2, leva certo tempo para que seu sistema imunológico comece a combater o microrganismo. Enquanto isso, a pessoa começa a desenvolver os sintomas da doença, os quais podem ser bastante graves. Em vista disso, esta pesquisa procurou entender se pacientes recém-infectados com a Covid-19 poderiam ser tratados com anticorpos doados por pessoas que já haviam contraído a doença, a fim de evitar que sinais mais graves dela se manifestassem. O tratamento desenvolvido pelos/as pesquisadores/as envolveu a doação do que chamamos de “plasma sanguíneo”. O plasma sanguíneo é a parte líquida do sangue, enquanto que as células sanguíneas (leucócitos, hemácias e plaquetas) constituem sua parte sólida. É o plasma que carrega uma série de substâncias importantes para o nosso corpo, a exemplos de nutrientes, toxinas, moléculas de sinalização, como os hormônios, e de defesa, como os anticorpos. Os anticorpos são proteínas produzidas pelo sistema imunológico, que participam dos processos de defesa contra microrganismos causadores de doenças, incluindo o vírus SARS-CoV-2. Pessoas convalescentes de Covid-19, ou seja, que tiveram a doença e se recuperaram, têm em seu plasma sanguíneo uma quantidade considerável de anticorpos contra o SARS-CoV-2. Assim, os/as cientistas que desenvolveram este estudo tinham duas hipóteses: a primeira, de que esses anticorpos poderiam ser utilizados para tratar pessoas que estivessem na fase inicial da doença. E a segunda, de que eles poderiam ser produzidos em grande escala no laboratório, com o auxílio de algumas técnicas de engenharia genética. Mas é importante frisar que esse não foi o único estudo que buscou entender se e como o plasma de convalescentes poderia ajudar no desenvolvimento de uma terapia para a Covid-19 – algumas investigações nesse sentido já haviam sido desenvolvidas e outras encontravam-se em curso. Efeitos do tratamento com plasma no combate à Covid-19 Os membros da equipe montaram um protocolo para a pesquisa – algo parecido com um passo a passo – o qual deveria ser seguido à risca por todos. Esse protocolo precisou ser avaliado e aprovado por um comitê de ética – etapa muito importante e que deve estar presente em todas as pesquisas científicas que envolvem seres humanos e outros animais. Essa aprovação pelo comitê garante que os participantes da pesquisa, que são voluntários, tenham seus direitos protegidos. Depois disso, recrutaram-se pessoas que haviam se recuperado da Covid-19 dispostas a doar parte de seu plasma sanguíneo. Entre as cerca de 400 (quatrocentas) pessoas que se registraram, apenas 22 (vinte e duas) foram selecionadas, porque, além de terem contraído a Covid-19, os doadores de plasma precisavam atender a todas as condições básicas para doar sangue. Por fim, o plasma doado foi congelado para ser utilizado na etapa seguinte da pesquisa. Na fase seguinte, recrutaram-se pessoas com Covid-19 dispostas a participar do estudo e que estivessem em estágio inicial da doença (com no máximo dez dias decorridos do início de seus sintomas). Por meio de um sorteio, 34 pacientes foram selecionados e divididos em dois grupos. Os do grupo controle só receberam o tratamento padrão para a Covid-19 e os do grupo tratado receberam, além do tratamento padrão, uma transfusão de plasma de convalescentes. Depois de comparar os resultados obtidos em cada um dos grupos e esses com resultados de outros estudos sobre o assunto, os/as pesquisadores/as concluíram que o tratamento com o plasma de convalescentes só possuía eficácia em duas situações. A primeira, quando administrado em pacientes com alto risco de desenvolver as formas graves da Covid-19, ou seja, pessoas imunossuprimidas, idosas ou com certas comorbidades. A segunda, quando o tratamento era administrado até o quinto dia depois do aparecimento dos primeiros sintomas. Em paralelo aos testes com o plasma, buscou-se produzir anticorpos contra o SARS-CoV-2 em laboratório. Para isso, o material genético das células produtoras de anticorpos presentes no plasma dos doadores convalescentes foi coletado e dele extraiu-se a parte que desempenhava especificamente essa função de produção de anticorpos. Em seguida, o material foi inserido em vírus específicos, os quais passaram, então, a produzir os anticorpos. Por fim, aqueles que atuam especificamente na defesa do SARS-CoV-2 foram isolados e reproduzidos em grandes quantidades. Anticorpos no diagnóstico e terapia da Covid-19: estudo clínico e translacional com pacientes convalescentes no Distrito Federal Essa pesquisa buscou criar um tratamento para a Covid-19, a partir da utilização de anticorpos doados por pessoas que já haviam contraído a doença, além de desenvolver um processo para a produção desses anticorpos em laboratório. 2023-08-08 Ciências da Saúde Efeitos do tratamento com plasma no combate à Covid-19 Os membros da equipe montaram um protocolo para a pesquisa – algo parecido com um passo a passo – o qual deveria ser seguido à risca por todos. Esse protocolo precisou ser avaliado e aprovado por um comitê de ética – etapa muito importante e que deve estar presente em todas as pesquisas científicas que envolvem seres humanos e outros animais. Essa aprovação pelo comitê garante que os participantes da pesquisa, que são voluntários, tenham seus direitos protegidos. Depois disso, recrutaram-se pessoas que haviam se recuperado da Covid-19 dispostas a doar parte de seu plasma sanguíneo. Entre as cerca de 400 (quatrocentas) pessoas que se registraram, apenas 22 (vinte e duas) foram selecionadas, porque, além de terem contraído a Covid-19, os doadores de plasma precisavam atender a todas as condições básicas para doar sangue. Por fim, o plasma doado foi congelado para ser utilizado na etapa seguinte da pesquisa. Na fase seguinte, recrutaram-se pessoas com Covid-19 dispostas a participar do estudo e que estivessem em estágio inicial da doença (com no máximo dez dias decorridos do início de seus sintomas). Por meio de um sorteio, 34 pacientes foram selecionados e divididos em dois grupos. Os do grupo controle só receberam o tratamento padrão para a Covid-19 e os do grupo tratado receberam, além do tratamento padrão, uma transfusão de plasma de convalescentes. Depois de comparar os resultados obtidos em cada um dos grupos e esses com resultados de outros estudos sobre o assunto, os/as pesquisadores/as concluíram que o tratamento com o plasma de convalescentes só possuía eficácia em duas situações. A primeira, quando administrado em pacientes com alto risco de desenvolver as formas graves da Covid-19, ou seja, pessoas imunossuprimidas, idosas ou com certas comorbidades. A segunda, quando o tratamento era administrado até o quinto dia depois do aparecimento dos primeiros sintomas. Em paralelo aos testes com o plasma, buscou-se produzir anticorpos contra o SARS-CoV-2 em laboratório. Para isso, o material genético das células produtoras de anticorpos presentes no plasma dos doadores convalescentes foi coletado e dele extraiu-se a parte que desempenhava especificamente essa função de produção de anticorpos. Em seguida, o material foi inserido em vírus específicos, os quais passaram, então, a produzir os anticorpos. Por fim, aqueles que atuam especificamente na defesa do SARS-CoV-2 foram isolados e reproduzidos em grandes quantidades. https://repositorio.canalciencia.ibict.br/api/items/28048 https://repositorio.canalciencia.ibict.br/files/original/e1f5c57129c65343fab7b9ac528c10793788f5f7.jpg https://repositorio.canalciencia.ibict.br/files/original/843c24452d938776a8ab7d4aa73de1c73e4961e7.png |