Cientistas criam Atlas Eólico da Região Nordeste do Brasil
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| Natura: | Online |
| Pubblicazione: |
2002
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Mapeamento dos ventos do Nordeste para possível implantação de centrais eólicas de grande porte. |
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A capacidade instalada no Brasil é de apenas 20,3 MegaWatts, com turbinas eólicas de médio e grande portes conectadas à rede elétrica. Além disso existem dezenas de turbinas eólicas de pequeno porte funcionando em locais isolados da rede convencional para aplicações diversas, como bombeamento, carregamento de baterias, telecomunicações e eletrificação rural. A capacidade potencial, porém, é muito maior.
Mas para a avaliação precisa do potencial de aproveitamento econômico dos ventos em determinadas regiões (chamado potencial eólico) faz-se necessária a coleta de dados com precisão e qualidade.
Esta pesquisa, portanto, é o primeiro passo para o aproveitamento dos ventos para movimentar turbinas eólicas e, assim, gerar energia, em regiões promissoras, como o Nordeste do país. A mensuração da energia que pode ser gerada pelo vento é o principal objetivo econômico do mapeamento eólico.
A energia eólica, por sua vez, se destaca pelo baixo custo, por ser ecologicamente "limpa", não gerando poluição ambiental, e como forma de desenvolver estados brasileiros menos favorecidos pelas condições hidrológicas, como também é caso no Nordeste do país onde, em compensação, os ventos são constantes, fortes e direcionados.
A pesquisa tem como meta final a elaboração do AEB - Atlas Eólico do Brasil - que será editado em versão impressa e eletrônica. Cientistas do Centro Brasileiro de Energia Eólica (CBEE), da Universidade Federal de Pernambuco estudam a potência, direção, sazonalidade, incidência dos ventos regionais visando desenvolver modelos atmosféricos, elaborar mapas eólicos e analisar dados de ventos confiáveis sobre a Região Nordeste. Os pesquisadores já lançaram a primeira versão do Atlas Eólico do Nordeste do Brasil (WANEB - Wind Atlas for the Northeast of Brazil), importante instrumento para o aproveitamento econômico dessa fonte natural de energia. A primeira dificuldade dos pesquisadores é a quase inexistência, no Brasil, assim como em várias partes do mundo, de dados de vento com qualidade para uma avaliação do potencial eólico. Para superar essa carência os cientistas valem-se de anemógrafos (equipamento que mede a força e direção do vento) computadorizados e sensores especiais. Equipamentos deste tipo estão instalados, desde os anos 90, em algumas regiões do Nordeste de maior potencial eólico, como o Ceará e o arquipélago de Fernando de Noronha (PE). As medições obtidas com estes aparelhos favorecem a determinação precisa do potencial eólico e a instalação de turbinas eólicas. Hoje existem mais de cem anemógrafos computadorizados espalhados por vários estados brasileiros. A análise, feita pelos pesquisadores do Atlas Eólico, dos dados de vento de vários locais no Nordeste confirmam sua característica de ventos comerciais (os chamados trade-winds): têm velocidades médias de vento altas, pouca variação nas direções e pouca turbulência durante todo o ano. Estas características eólicas favorecem assim a determinação precisa do potencial de geração de energia dos locais onde podem ser instaladas turbinas eólicas. |
| institution |
Universidade Federal de Pernambuco Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações Agência Nacional de Energia Elétrica |
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2002 |
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2002-12-10 |
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Mas para a avaliação precisa do potencial de aproveitamento econômico dos ventos em determinadas regiões (chamado potencial eólico) faz-se necessária a coleta de dados com precisão e qualidade. Esta pesquisa, portanto, é o primeiro passo para o aproveitamento dos ventos para movimentar turbinas eólicas e, assim, gerar energia, em regiões promissoras, como o Nordeste do país. A mensuração da energia que pode ser gerada pelo vento é o principal objetivo econômico do mapeamento eólico. A energia eólica, por sua vez, se destaca pelo baixo custo, por ser ecologicamente "limpa", não gerando poluição ambiental, e como forma de desenvolver estados brasileiros menos favorecidos pelas condições hidrológicas, como também é caso no Nordeste do país onde, em compensação, os ventos são constantes, fortes e direcionados. A pesquisa tem como meta final a elaboração do AEB - Atlas Eólico do Brasil - que será editado em versão impressa e eletrônica. Cientistas do Centro Brasileiro de Energia Eólica (CBEE), da Universidade Federal de Pernambuco estudam a potência, direção, sazonalidade, incidência dos ventos regionais visando desenvolver modelos atmosféricos, elaborar mapas eólicos e analisar dados de ventos confiáveis sobre a Região Nordeste. Os pesquisadores já lançaram a primeira versão do Atlas Eólico do Nordeste do Brasil (WANEB - Wind Atlas for the Northeast of Brazil), importante instrumento para o aproveitamento econômico dessa fonte natural de energia. A primeira dificuldade dos pesquisadores é a quase inexistência, no Brasil, assim como em várias partes do mundo, de dados de vento com qualidade para uma avaliação do potencial eólico. Para superar essa carência os cientistas valem-se de anemógrafos (equipamento que mede a força e direção do vento) computadorizados e sensores especiais. Equipamentos deste tipo estão instalados, desde os anos 90, em algumas regiões do Nordeste de maior potencial eólico, como o Ceará e o arquipélago de Fernando de Noronha (PE). As medições obtidas com estes aparelhos favorecem a determinação precisa do potencial eólico e a instalação de turbinas eólicas. Hoje existem mais de cem anemógrafos computadorizados espalhados por vários estados brasileiros. A análise, feita pelos pesquisadores do Atlas Eólico, dos dados de vento de vários locais no Nordeste confirmam sua característica de ventos comerciais (os chamados trade-winds): têm velocidades médias de vento altas, pouca variação nas direções e pouca turbulência durante todo o ano. Estas características eólicas favorecem assim a determinação precisa do potencial de geração de energia dos locais onde podem ser instaladas turbinas eólicas. Análise do potencial eólico para implantação de centrais eólicas de grande porte. Mapeamento dos ventos do Nordeste para possível implantação de centrais eólicas de grande porte. 2002-12-10 Ciências Exatas e da Terra A primeira dificuldade dos pesquisadores é a quase inexistência, no Brasil, assim como em várias partes do mundo, de dados de vento com qualidade para uma avaliação do potencial eólico. Para superar essa carência os cientistas valem-se de anemógrafos (equipamento que mede a força e direção do vento) computadorizados e sensores especiais. Equipamentos deste tipo estão instalados, desde os anos 90, em algumas regiões do Nordeste de maior potencial eólico, como o Ceará e o arquipélago de Fernando de Noronha (PE). As medições obtidas com estes aparelhos favorecem a determinação precisa do potencial eólico e a instalação de turbinas eólicas. Hoje existem mais de cem anemógrafos computadorizados espalhados por vários estados brasileiros. A análise, feita pelos pesquisadores do Atlas Eólico, dos dados de vento de vários locais no Nordeste confirmam sua característica de ventos comerciais (os chamados trade-winds): têm velocidades médias de vento altas, pouca variação nas direções e pouca turbulência durante todo o ano. Estas características eólicas favorecem assim a determinação precisa do potencial de geração de energia dos locais onde podem ser instaladas turbinas eólicas. https://repositorio.canalciencia.ibict.br/api/items/24910 https://repositorio.canalciencia.ibict.br/files/original/87317670e02ebba5f8564392688287d4619798a4.jpg https://repositorio.canalciencia.ibict.br/files/original/e5c7809f7079cefae1d3e284c510fd4e4c12f940.jpg https://repositorio.canalciencia.ibict.br/files/original/0383c8e96de1c6f8a93ad22edafa0a83f6dc2468.jpg https://repositorio.canalciencia.ibict.br/files/original/c6021facf5d4448ceacc1e47367b362bba15621b.png |