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Darwin: vida, obra e descobertas

Darwin

Considerado o pai da “Teoria da Evolução”, Charles Darwin nasceu em 1809 na Inglaterra. Filho de médico e neto de filósofo e poeta, já na infância revelou-se inteligente e observador, procurando sempre absorver tudo que lhe ensinavam. Desde pequeno se interessava pela História Natural, tanto que colecionava pedras, conchas, plantas, flores silvestres e ovos de pássaros.

Aos 16 anos, matriculou-se na Universidade de Edimburgo para estudar medicina, mas acabou dedicando seu tempo a discussões sobre Ciências Naturais.

Por mais curioso que pareça, Darwin, quando moço, tinha pretensões de se torna um religioso, por isso foi para Christ's College Cambridge. Depois de três anos, obteve o bacharel em Artes, mas continuou seus estudos para pastor, em paralelo a suas pesquisas.

Já formado em Artes, um professor sugeriu o nome de Darwin para acompanhar o comandante Robert FitzRoy em uma expedição no HMS Beagle pelo Hemisfério Sul. Ao longo de uma viagem de cinco anos, o cientista pode explorar as costas da América do Sul (Brasil, Patagônia, Terra do Fogo, Chile e Peru), e algumas ilhas dos mares do Sul. Suas minuciosas observações resultaram em um rico diário de zoologia, geologia e outras tantas notas sobre as experiências vividas pelo naturalista. O diário serviu depois para Darwin escrever um de seus famosos livros, conhecido hoje como A viagem do Beagle.

Teoria da evolução das espécies:

A partir de seus estudos e da coleta de diversos organismos ao longo da viagem pelo Hemisfério Sul, o cientista começou a se questionar sobre o surgimento das espécies e surgiram perguntas como “de onde vêm as novas espécies?”, “por que existiam tantas diferentes espécies no mundo?”, “por que alguns animais eram tão parecidos e outros tão diferentes?”, “por que as espécies se diferenciavam tanto apesar de viverem ambientes semelhantes?”. Tais questões inquietavam tanto a mente de Darwin que, quando voltou ao Reino Unido – já com uma sólida reputação de geólogo e naturalista, ele se debruçou nesses questionamentos acerca da origem das espécies e chegou à conclusão de que a vida era infinitamente variável. Em uma época em que se acreditava que os animais foram criados como eles eram vistos, Darwin falou em evolução.

Depois de muitos anos de pesquisa, o naturalista publicou um dos livros mais importantes da humanidade Sobre a Origem das Espécies por Meio da Seleção Natural ou a Preservação de Raças Favorecidas na Luta pela Vida, que acabou abreviado para “A Origem das Espécies”. Cabe ressaltar que esse livro teve sua primeira edição esgotada em um dia e influenciou radicalmente as teorias das ciências biológicas da época, mudando totalmente a perspectiva que as pessoas tinham da história do mundo e do ambiente em que viviam.

Depois de casar-se com sua prima Emma Darwin, em 1839, o naturalista inglês começou a trabalhar ativamente em suas pesquisas, deixando grande contribuição científica por suas obras: “A Variação de Animais e Plantas Domesticadas”, “A Descendência do Homem”, “A Formação do Húmus Vegetal pela Ação dos Vermes”, “O Poder do Movimento das Plantas”, entre outras.

Darwin morreu em 1882, com aos 73 anos, não se tendo certeza da doença que o acometeu. Ele foi enterrado na abadia de Westminster, um privilégio para poucos. Apesar dos seus livros terem gerado debates e muitas controvérsias na época, hoje o evolucionismo darwinista é a base das ciências biológicas contemporâneas.

Curiosidade:

O Brasil visto por Darwin

Em sua passagem pelo Brasil a bordo do HMS Beagle, o que mais chamou atenção do naturalista inglês foi a deslumbrante natureza do país. Em seu diário de bordo, as notas refletem o encanto do jovem com a luxuriante paisagem tropical.  “Delícia é um termo fraco para exprimir os sentimentos de um naturalista que, pela primeira vez, se viu perambulando por uma floresta brasileira”, escreveu Darwin sobre sua passagem por Salvador.