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Lavoisier: vida, obra e descobertas

Lavoisier

Considerado um dos maiores cientistas da história, Antoine Laurent de Lavoisier nasceu em Paris, em 1743. Conhecido por muitos como o pai da Química Moderna, Lavoisier recebeu desde cedo uma boa educação no colégio Mazarin. Aos 22 anos, ganhou medalha de ouro da Academia de Ciências por um projeto de iluminação para as ruas de Paris, e, aos 25, foi eleito membro da prestigiosa Academia Real de Ciências da França.

Ainda aos 25 anos, o químico francês tomou uma decisão que lhe custaria a vida futuramente: associou-se à Ferme Générale – uma sociedade privada que tinha o direito de cobrar impostos em nome da coroa francesa. Aos 26 anos, conheceu Marie Anne Pierrette Paulze (1758-1836), que era filha de um dos sócios majoritários da Ferme Générale, e casou-se com ela em 1771. O casamento transformou-se em uma grande união para ambos, já que Marie Anne auxiliava Lavoisier em suas pesquisas e traduzia trabalhos científicos e filosóficos.

Notório por seus pares por fazer observações detalhadas de suas pesquisas, Lavoisier planejava cuidadosamente seus experimentos, medindo a massa dos materiais antes e depois das transformações químicas.

As principais descobertas de Lavoisier foi a do oxigênio e a da relação entre respiração e reação de combustão. Depois de incontáveis experiências, ele conseguiu demonstrar que o novo gás descoberto era necessário para que ocorresse a combustão, ou seja, sem o oxigênio não haveria a queima. O químico apontou ainda que esse gás era parte do ar atmosférico e era o que respiramos. Tais descobertas causaram uma verdadeira revolução na época, já que desbancaram a teoria do flogístico, que dizia que toda substância inflamável continha esse fluido misterioso, perdido no momento da combustão.

Ao longo de sua vida, ele propôs a Lei de Conservação da Massa ou Lei de Lavoisier, a qual mostrava que, nas reações de combustão, as massas de todas as substâncias envolvidas permaneciam inalteradas. A massa que ele havia pesado no início, antes da reação, era a mesma do final desde que a reação fosse feita em um recipiente fechado. Com isso, ele chegou à sua famosa Lei que diz que, em uma reação química, a massa dos reagentes é igual à massa dos produtos. Hoje essa lei é mais conhecida pelo seguinte enunciado: "na natureza, nada se cria, nada se perde, tudo se transforma."

Em 1789, Lavoisier publicou a obra Tratado Elementar de Química, que fornecia uma nomenclatura moderna para 33 elementos. Isso foi importante porque antes a alquimia usava uma linguagem obscura para referir-se aos elementos.

Lavoisier teve um fim trágico infelizmente, já que nesse mesmo ano de 1789 ocorreu a Revolução Francesa, que derrubou a ordem política existente. O povo rebelou-se contra os excessos da coroa, e os membros da Ferme Générale foram considerados inimigos. Preso em 1793, acabou sendo guilhotinado em 1794, aos 51 anos, em plena Place de la Révolution em Paris, atual Place de la Concorde.

Curiosidade:

A frase que o célebre matemático francês Joseph-Louis Lagrange disse quando soube de sua morte resume bem esse acontecido e suas consequências: “só um minuto para cortarem aquela cabeça, e talvez cem anos não nos deem outra igual.”