Sexta, 26 Junho 2015 14:41

Robôs: ficção ou realidade?

É bom nos acosrobotica1tumarmos, pois os robôs estão chegando bem mais depressa do que se imagina

O futuro está cada dia mais próximo. Tecnologias e inovações vêm sendo absorvidas rapidamente pelo mercado, e com isso ficamos com a sensação de que tudo que é visionário ou fictício hoje muito em breve se tornará real. O campo da robótica é um bom exemplo disso, já que nos últimos anos evoluiu muito no Brasil e no mundo.

Quem pode afirmar hoje que vive sem os robôs? O seu carro, o seu smartphone e vários outros utensílios devem ter sido fabricados por robôs e eles estarão, em pouco tempo, também nas ruas (como carros autônomos), no campo (em plantações totalmente automatizadas), no céu (com os Drones que já estão presentes) e em nossos lares (limpando a sala, a piscina, cortando grama ou mesmo cuidando de idosos). 

INCT-SEC

Inúmeros grupos de pesquisas no país vêm trabalhando diariamente para o avanço da robótica e é por isso que os robôs se tornam cada dia mais inteligentes, sofisticados e principalmente mais disseminados. Uma importante iniciativa no Brasil foi a criação do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Sistemas Embarcados Críticos (INCT-SEC), que tem um papel essencial no desenvolvimento de projetos na área da robótica inteligente.

Com sede no Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC-USP), em São Carlos, o INCT contribuiu para o desenvolvimento de soluções de problemas concretos, que resultou em protótipos de produtos como carros autônomos, veículos aéreos não tripulados (VANTs), robôs de monitoramento e segurança, sistemas para monitoramento de enchentes, entre outros resultados práticos.

Segundo o coordenador do grupo de trabalho para o desenvolvimento de Robôs Táticos, Fernando Osório, o Instituto também foi importante para o estabelecimento de uma forte interação e cooperação com empresas. Com um perfil interdisciplinar, o INCT desenvolveu pesquisas em robótica em diferentes frentes como o uso de robôs para serviços de vigilância, para a exploração de ambientes perigosos e automatização no controle de veículos aéreos e terrestres.

Além de destacar que o mundo está vivendo um "boom" das tecnologias robóticas, o pesquisador aponta que o Brasil precisa investir mais nessa área para acompanhar o desenvolvimento e investimentos de outros países. “Se ficarmos para trás, vamos nos tornar cada vez mais dependentes da tecnologia importada”, pontua ele.

Veículos aéreos não tripulados

De acordo com Osório, a robótica no Brasil precisa ampliar o seu espaço nas discussões e implementação de políticas públicas e na regulamentação da área. Para ele,é fundamental pensar em formas de incentivos para o setor, que passam por uma revisão tarifária, na qual os atuais elevados impostos de importação inviabilizam muitos projetos de alta tecnologia que poderiam ser desenvolvidos no país. “Precisamos estar atentos à regulamentação do setor e pensar, por exemplo, em leis e regras para o uso de drones e carros autônomos”, diz ele, informando que esse tema tem sido uma prioridade na pauta de discussões em países da Europa, América do Norte e Ásia.

Sobre os veículos aéreos não tripulados, assim como acontece com os robôs terrestres, Osório destaca que o desenvolvimento destes vem ocorrendo com uma velocidade espantosa. Ele afirma que os Drones e VANTs estão cada vez mais baratos, mais poderosos e com melhores capacidades. “O Brasil também não pode ficar para trás nesta área, pois este é um mercado milionário, ou bilionário mesmo. Isso sem falar na questão estratégica, pois as aplicações militares, de defesa e de vigilância, são áreas onde existe uma grande demanda pelo uso de VANTs. Definitivamente é uma área de P&D estratégica para o país”, enfatiza.

Olimpíada Brasileira de Robótica

Convicto de que a robótica é fascinante, o pesquisador lembra que atualmente existem diversas iniciativas para estimular os jovens a ter um maior contato com a área. A Olimpíada Brasileira de Robótica (OBR) é um ótimo exemplo. Apoiada pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), essa olimpíada busca animar os jovens a seguir carreiras científico-tecnológicas, identificar jovens talentosos e promover debates e atualizações no processo de ensino-aprendizagem brasileiro. “É muito importante motivar os estudantes a participar e contribuir com a robótica, pois esta é uma área que possui uma carência de formação de mão de obra especializada”, diz Osório, ressaltando que a formação, pesquisa, desenvolvimento e inovação na área de robótica são fundamentais para o desenvolvimento do país.

É importante destacar que, assim como a OBR – cuja última edição mobilizou mais de 1.800 equipes e seis mil estudantes construindo robôs–, existem a Olimpíada de Matemática, a de Física, a de Astronomia e a Olimpíada Brasileira de Informática (OBI), que foi recentemente consolidada. Além disso, existe a Mostra Nacional de Robótica (MNR), que é um evento aberto de fomento e divulgação de pesquisa e desenvolvimento em robótica.

Outras competições e eventos também têm sido organizados pelo país, a exemplo do Joint Conference on Robotics and Intelligent Systems (JCRIS 2014), realizada na Universidade de São Paulo (Campus de São Carlos) e cuja edição de 2015 será na Universidade Federal de Uberlândia (UFU), MG.

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Centro de Robótica da USP

O pesquisador destaca que além do INCT-SEC, que tem alcance nacional e aguarda novo edital para ser financiado pelos Governos Federal e Estadual, existe o Centro de Robótica da Universidade de São Paulo (CRob-USP/SC), composto atualmente por 10 pesquisadores seniores e por mais de 100 alunos de graduação e pós-graduação, que estão envolvidos em projetos de pesquisa e desenvolvimento (P&D) na área da robótica, além de parcerias com outras universidades e empresas.

Cabe dizer que este centro de pesquisas é um importante polo para o desenvolvimento da robótica no país, atuando em diversas áreas como veículos autônomos, drones e VANTs, reabilitação robótica, interfaces humano-robôs, futebol de robôs, robôs de segurança, teleoperação de robôs e robótica educativa.

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Equipe Canal Ciência
26/06/2015

Última modificação em Quinta, 03 Outubro 2019 10:52

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